1. Quem são os "Cromos Repetidos"?
Os Cromos Repetidos são um duo constituído por dois elementos. Isso é inegável, mesmo que os próprios afirmem que são um "duo a solo", numa referência intelectualizada à obra-prima de King Vidor. Não é conhecida a real identidade de cada um dos elementos já que, em público, ao se referirem um ao outro, utilizam sempre expressões como "aquele cromo fez tal..." ou "ó cromo traz-me um whisky". Designemo-los então como "Cromo#1" e "Cromo#2". Em uma famosa e polémica entrevista no programa da Ana Sousa Dias, revelaram ter-se conhecido na Faculdade de Belas Artes, onde um seria na altura finalista do curso de Artes Plásticas e o outro seria contínuo. Reconhecendo que, da partilha daquelas experiências, podia surgir um conceito verdadeiramente multimeios de apresentação da arte, os dois foram beber copos de três na tasca da D. Fernanda e, como parece bem dizer-se hoje em dia, o "resto é História"
2. O que é o "Pandeiro Flácido Regressivo"?
Já com direito a entrada na Wikipedia, o pandeiro flácido regressivo é o mais recente ritmo de dança a soar nos danceflors de Lisboa, Amesterdão, Helsínquia e Amadora. Marcado de forma explícita por sonoridades da electrónica tribal, do rock minimalista contemporâneo e do hip hop da margem sul, o Pandeiro Flácido Regressivo é uma derivação, diríamos intelectualizada, do Pandeiro Flácido original. Originalmente, esta "cena" surgiu nos circuítos exclusivos dos soundsystems da região de Cascais, onde já foi capaz de juntar mais de 10.000 pessoas em uma festa na Quinta da Marinha. Este evento ficou para a História de uma forma equivalente à primeira aparição dos Sex Pistols em Manchester ou do concerto do Roger Waters por altura da queda do Muro. Apesar disso, tudo parecia destinado a não sair do círculo de iluminados que tiveram a sorte de se cruzar com este som, até que os originais "inventores" do mesmo, os Cromos Repetidos, receando o esgotar da "cena" que tinham criado, passaram à ofensiva. No seu terceiro álbum, depois de esgotadas as pistas que tão habilmente tinham deixado nos seus registos anteriores, re-inventaram-se. Continuando a recusar a intervenção de um produtor externo, mesmo depois dos "convites irrecusáveis" de Brian Eno, Kanye West e Neptunes, os Cromos Repetidos gravaram e editaram, apesar dos conhecidos conflitos que os colocaram em rota de colisão com a sua editora, aquele que já é considerado pela Rolling Stone o 125º melhor álbum de sempre , "Regos & Nádegas: agora por trás". Também aqui os Cromos Repetidos revelavam uma clarividência que só os maiores génios da Pop (sim, estamos a falar dos Sparks) conseguiram mostrar em raros momentos da sua carreira. O nome estava dado, "Regressivo" pois claro mas, mesmo que muitas vezes imitado pelas hostes de oportunistas que tentaram seguir-lhes, o som dos Cromos Repetidos é no momento actual do mais inovador, interessante e fresco que a música contemporânea nos pode oferecer.
3. Onde posso presenciar um happening com os "Cromos Repetidos"?
Estejam atentos ao site interactivo, multimedia e wifi, cromos-repetidos.blogspot.com, onde é possível conhecer as mais recentes actividades da pandilha.
4. Para quando o Coliseu?
Depois da tournée de 18 meses que levou os Cromos Repetidos à Ásia e Oceania, com a primeira parte assegurada pelos Oasis em algumas datas e a aparição ao vivo em Nova Iorque de Bob Geldof e Bono Vox para cantarem o conhecido sucesso "Oh Não!", a banda dificilmente poderá organizar um concerto no Coliseu. A procura de bilhetes seria tal que a promotora se veria obrigada a marcar 23 datas (dados do INE), eventualidade para a qual o Coliseu de Lisboa não tem capacidade ou calendário para assegurar. Contudo, está em conversação uma aparição exclusiva no Casino da Póvoa.